Sobre escolhas

30 de nov de 2018





Quem escolhe, mulher ou parceiro?

Parto normal ou Cesárea
Parto domiciliar ou hospitalar
Acompanhamento da Doula ou não
Vasectomia ou laqueadura


Nesse universo eu tenho me deparado com muitos desses dilemas, a gestante quer parto normal e o parceiro não concorda, ela quer acompanhamento da Doula e o parceiro não concorda, ela quer ter um parto domiciliar, ou quer o parceiro faça vasectomia mas ele não concorda.
E quem abre mão SEMPRE???
A MULHER!
Em 6 anos convivendo no universo de parto e maternidade vi vários desses dilemas e nunca, infelizmente nunca, vi a mulher decidir pelo que ela queria.
Eu compreendi perfeitamente, que havia ali duas pessoas que se amavam, e um conflito relativamente sério. Alguém tinha que abrir mão para que não houvesse até mesmo uma separação.
Então trago essa reflexão pra vocês, gestantes, mães, mulheres. Porque sempre somos nós que abrimos mão de nossos sonhos, desejos ou necessidades? Como é possível resolver esse conflito, e não causar uma tensão ou ruptura com a pessoa que amamos?
Eu sugiro o seguinte, é muito simples:
Na hora de decidir quem tem preferência na escolha, reflita sobre quem (ou o corpo de quem) essa escolha afeta mais.
Combinem com os parceiros/as que quando houver esse dilema que tem prioridade na escolha é aquele/a que será diretamente mais afetado. Ou seja, no caso de cirurgias ou procedimentos, envolve o corpo de quem? A maioria dos casos acima envolvem o corpo da mulher, então a escolha seria dela. No caso da vasectomia, envolve o corpo do homem, então ele também tem o direito de decidir se deseja essa intervenção em seu corpo. Daí como existe a opção da cirurgia para ambos, o casal tem que pesar em quem a cirurgia é mais invasiva, ou quem corre mais riscos, quem demora mais a se recuperar, etc. Nesse caso também sugiro pesar nas outras interferências que ambos já tiveram em seus corpos e riscos iminentes tais como (cirurgias prévias, deficiências, gravidez prévia, parto, amamentação, noites sem dormir, depressão pós parto, etc). Ao pesar a seriedade e riscos do procedimento, e tudo que a pessoa já passou (no caso por exemplo, para ter um ou mais filhos) acredito que é possível o casal decidir numa opção mais igualitária e justa para ambos.
Ao tomar essa decisão juntos, na qual todos os prós e contras foram analisados, eu acredito que o casal irá fortalecer sua parceria e cumplicidade, pois todos nós sabemos que parceria é isso, é muitas vezes ter que abrir mão pelo outro, fazer o que nos deixa desconfortáveis pela felicidade do outro, mas conseguir enxergar que o no outro dia, será ele /ela quem fará isso por nós 💗💗

Igualdade de gênero e a questão do Cuidado





Pense em quais momentos da vida um ser humano precisa de cuidados?

Quando bebê, criança, adolescente, até sair de casa? Quando está doente ou passa por algum procedimento médico? Se acaso ele nasce com alguma deficiência ou tem um acidente ao longo da vida que vem a debilitar suas capacidades? Quando se torna idoso e precisa de vários tipos de auxílio?

É possível perceber que em diversos momentos e por anos de nossa vida nós precisamos ser cuidados? E quem realiza, na maioria das vezes, todo esse trabalho de cuidado?

As mulheres.




Eu só consegui compreender realmente a questão da desigualdade de gênero quando compreendi a questão do cuidado. As mulheres são as maiores responsáveis pelo cuidado: seja esse o cuidado com outras pessoas ou o cuidado com o local onde habita: ambos cuidados são mais conhecidos como trabalho doméstico. O trabalho doméstico inclui tanto o limpar a casa, fazer compras, lavar, cozinhar, passar, etc., quanto o cuidar das crianças, dos idosos, daqueles que estão enfermos ou que têm alguma deficiência.

De acordo com pesquisas e estatísticas internacionais, as mulheres e meninas são as maiores responsáveis pelo trabalho doméstico não remunerado, isto é, esse trabalho de cuidado que todas nós fazemos por amor ou não, mas que sentimos de alguma forma ser nossa obrigação. Elas também são maioria no trabalho doméstico remunerado - embora mal remunerado. Em todas as profissões domésticas e de cuidado é raridade encontrar homens (pense em: professoras, educadoras, enfermeiras, cuidadoras de idosos, trabalhadoras domésticas, diaristas, faxineiras, babás, dentre outros). Essas profissões estão entre as mais mal remuneradas em comparação com outras profissões que não envolvem trabalho doméstico e de cuidado.

Representatividade das Mulheres na mão de obra global 

Dessa forma fica mais fácil compreender porque não vemos muitas mulheres na política, na gerência de grandes empresas e negócios, nos esportes, na frente do jornalismo, como diretoras de cinema, nos papéis de liderança, na vida pública em geral. Isso se explica pelo fato de que a grande maioria das mulheres não consegue se envolver nessas áreas porque ocupa seu tempo cuidando, seja da casa ou dos filhos ou dos idosos, enfermos e deficientes. Mesmo no caso das mulheres que voltam ao mercado de trabalho, estas não conseguem se envolver em nenhuma outra atividade (seja educacional ou representativa) porque precisam fazer a chamada ‘segunda jornada de trabalho’ em casa. E no caso daquela pequena porcentagem de mulheres, que à duras penas conseguem ocupar cargos de liderança ou espaços de poder, devemos nos questionar: e quem cuida de suas casas? E de suas crianças ou parentes idosos? Muito provavelmente outras mulheres (seja no domicílio ou em escolas/asilos), que são pagas para realizar esse tão desvalorizado trabalho doméstico.

Nos países desenvolvidos, encontramos milhares de imigrantes trabalhadoras domésticas, que deixam seus países, suas famílias e seus filhos por anos, para cuidar dos filhos de mulheres mais privilegiadas. É claro que o mesmo acontece no Brasil, porém aqui não há ainda a necessidade de ‘importar’ trabalho doméstico devido ao seu baixo custo.


Mulheres fazem 2.6 mais trab doméstico/cuidado que os homens
Portanto, a grande maioria das mulheres acaba se limitando à esfera privada da vida, e seu trabalho doméstico não remunerado libera o homem para participar da esfera pública.  Enquanto as mulheres não tiverem significativa participação na esfera pública, suas vozes não serão ouvidas, e consequentemente seus desejos e necessidades não serão atendidos. Diga-se de passagem, as leis. As leis são feitas majoritariamente por homens, em sua maioria homens brancos e privilegiados. Os homens não engravidam, não amamentam, poucos realizam tarefas domésticas, pouquíssimos são pais em tempo integral. Portanto esses homens, que tomam importantes decisões que nos afetam, possuem uma compreensão muito limitada do universo feminino e materno. E por isso é tão crucial que mais mulheres se envolvam na política (e mais homens no trabalho doméstico), para que nós sejamos verdadeiramente representadas, para que nossa voz seja ouvida, e para que novas leis sejam criadas, de forma a dar o suporte que as mulheres precisam para ter maior participação na vida pública.

“... Cuidar de outras pessoas e ser cuidado e amado por elas é uma parte integral da nossa vida cotidiana... o cuidado é essencial para a sobrevivência básica, mas de forma geral, é um elemento central no bem-estar mental e emocional da maioria das pessoas. (Baker et al, 2004: 220)*.



Países avaliaram trabalho de cuidado NÃO PAGO entre 15 e 39% do GDP
É muito importante que nós mulheres compreendamos o significado do cuidado, do trabalho doméstico, porque de uma forma ou de outra ele tem que ser feito, a casa tem que ser limpa ou ao menos organizada para que se consiga habitar nela, a roupa deve ser lavada para ser vestida, a comida deve ser feita para saciar a fome, as crianças tem que ser vestidas, alimentadas, educadas, os idosos e deficientes idem, tem muito trabalho ‘gratuito’ a ser feito e esse trabalho não está sendo dividido igualmente. Portanto entramos na principal questão que deve ser resolvida para conseguirmos alcançar a tão sonhada Igualdade de Gênero: a justa divisão do trabalho doméstico.

Como é possível promover uma divisão mais justa do trabalho doméstico?

Primeiramente através da educação. Devemos educar homens, mulheres, meninas e meninos, desde crianças, a entender que esse trabalho é responsabilidade de todos, e não só das mulheres. O cuidado e as tarefas domésticas deveriam ser ensinados na escola, é claro que os pais devem ensinar em casa, mas devido à relevância dessa questão, o tema deve também ser discutido e trabalhado de forma incisiva nas escolas, desde o jardim de infância. Imagine as crianças fazendo uma aula prática de como cuidar do irmãozinho que passou por uma cirurgia? De como lavar a louça, dobrar as roupas, pendurar no varal? De como pentear o cabelo e dar comida para a vovó acamada? De como fazer uma massagem no papai que está com dor na perna? De como cuidar da mamãe cansada? Não seria lindo? Todas essas são tarefas simples de serem aprendidas, mas raramente são ensinadas, porque nos parece existir uma presunção de que serão aprendidas naturalmente - pelas meninas, é claro. (Nunca esqueço minha surpresa quando vi meu marido pesquisando no youtube tutoriais de ‘como lavar a louça’!)

Em segundo lugar, deveríamos ter políticas públicas que favoreçam a vida familiar e que sejam flexíveis, que permitam às mulheres e aos homens horários flexíveis para poder cuidar dos filhos e dividir o trabalho doméstico. Tais políticas poderiam ser: carga horária flexível, possibilidade de diminuir a carga horária de trabalho quando necessário, tempo de licença maternidade/paternidade mais longo, possibilidade de licença parental, férias flexíveis, etc. Dentre essas políticas também deveria haver mais iniciativas para dar suporte às mães que desejam voltar ao mercado de trabalho, como creches, jardins de infância ou escolinhas com opções flexíveis de dias e horários para deixar as crianças), auxílio babá, auxílio creche, etc. Todas essas iniciativas já existem em muitos países mais justos e igualitários.

Em terceiro, como dito acima, é urgente e essencial que as mulheres participem dos espaços de poder, principalmente da esfera política. Por isso, deve haver projetos e campanhas para que as meninas, desde muito cedo, entendam a importância de serem representantes honestas, de serem porta-voz de sua comunidade, de representar os interesses de outras mulheres e de buscar a igualdade de gênero em seu bairro e em sua cidade.

Trabalho Doméstico e de Cuidado Não remunerado
Metas de desenvolvimento sustentável ONU
Mulheres e homens ao redor do mundo estão sentindo que basta, basta de desigualdade, de submissão, de violência, de terror contra as mulheres. Pesquisando sobre o dia Internacional da mulher me deparei com o tema das Nações Unidas para esse ano: “Seja Ousada para a Mudança”. Acredito que esse tema traduz o que eu e muitas mulheres, no Brasil e no mundo, estamos sentindo. Estamos prontas para a mudança, sedentas de mudança, confiantes na mudança. Mas é preciso ir além, é preciso ousar. Precisamos ousar exigir uma justa divisão do trabalho doméstico. Precisamos ousar exigir direitos iguais.


Fontes:



1.     https://www.youtube.com/watch?v=qnHh_kKApvI
2.     2*Baker, J., Lynch, K., Cantillon, S. and Walsh, J., (2004), Equality: From Theory to Action, London: Palgrave.
3.     Lynch, Kathleen et al (2009), Affective Equality, Love, Care and Injustice









Minha Experiência com o Parto Humanizado



Eu sou psicóloga, mãe de 2 filhos (Leela e Nicholas, de 6 e 4 anos), sou formada pela UNESP desde 2002. Morei na Irlanda por 7 anos onde me casei e fiz meu mestrado em Estudos sobre a Igualdade pela University College Dublin. Sempre trabalhei na área de projetos sociais, e há 4 anos me envolvi na área de parto e humanização da assistência obstétrica no Brasil. Há 3 anos me formei como Doula e Educadora Perinatal e tenho acompanhado gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Além disso, também estou envolvida em vários grupos e campanhas pela maternidade ativa e pela humanização do parto na cidade de Franca.


Em 2012 tive minha primeira filha Leela, através de um parto ‘anormal’ em um hospital público da Irlanda. Sempre tive o desejo de ter um parto normal, mas em minha primeira gravidez estava muito desinformada e despreparada, apesar de ter pesquisado muitas coisas na internet. Fui para o hospital muito cedo, ainda em fase latente, e por isso acabei passando por muitas intervenções desnecessárias: o soro IV (ocitocina sintética), bolsa rompida, anestesia peridural, episiotomia, quase 2 horas de puxo conduzido e extração do bebê à vácuo. Após o parto, fiquei muito dolorida não só fisicamente, mas psicologicamente. Eu sentia que havia sofrido um acidente, foi realmente um trauma, fiquei muito abalada e deprimida nas primeiras semanas. Minha segunda gravidez veio de surpresa, mas assim que fiquei sabendo eu estava muito certa de uma coisa: eu não teria novamente um parto sofrido e violento como o primeiro.

Fui buscar informações e foi então que me indicaram o livro “Hyponobirthing”, o livro é incrível e mudou completamente minha visão sobre o nascimento. Pouco tempo depois também assisti ao filme “O Renascimento do Parto” que retrata a situação brasileira de atendimento ao nascimento, e ressalta a importância de oferecer um atendimento mais humanizado e baseado em evidências científicas.

A partir de então eu comecei a participar de vários grupos relacionados ao parto natural e à humanização do parto. Também conversei com outras mães que haviam tido um parto humanizado, com parteiras, doulas e com um médico humanizado, e assim tive acesso à informações muito importantes e de qualidade que me permitiram me sentir segura e confiante para passar pela experiência do parto.

Com o Hypnobirthing, aprendi técnicas de respiração, relaxamento e visualização para ter um parto tranquilo e possivelmente sem dor. Aprendi a confiar na natureza, nos meus instintos e no meu corpo que sabe exatamente o que fazer no trabalho de parto. Aprendi que o mais importante para ter um parto tranquilo é estar relaxada e trabalhar junto com o meu corpo nesse processo. Enfim, me senti preparada e completamente ‘empoderada’ para parir meu bebê.

No meu segundo parto eu tive que ir para São Carlos onde encontrei um hospital humanizado e um médico que concordou em me acompanhar a partir das 38 semanas. Mas foi um parto foi rápido e tranquilo. Não me lembro de dor, me lembro de um pouco de pressão no momento expulsivo. Desta vez não fiquei com nenhum trauma, nem dolorida, nem triste e não tive o famoso ‘baby blues’. Pelo contrário, me senti vitoriosa, feliz e realizada por ter conseguido trazer meu bebê ao mundo no tempo dele e de forma completamente natural. O Nicholas nasceu tão sereno, ele não chorou e lembro-me de vê-lo levantando o pescocinho no meu peito, me olhando... me lembrei nesse momento do que eu havia lido no livro, de que após um parto natural, o bebês nascem muito calmos e alertas.
 
Após passar por essas 2 experiências de parto e depois de muita pesquisa e aprendizagem sobre o Hipnoparto e a Humanização do Parto em geral, acabei me envolvendo com o mundo da humanização e me tornando ativista na área. Como psicóloga, decidi então trabalhar com preparação de gestantes para o parto natural.

O trabalho que realizo com gestantes inclui 8 sessões de Preparação Perinatal, além do acompanhamento da Doula durante o parto e 2 visitas pós-parto. Nas sessões de Preparação Perinatal eu oriento sobre o que é o Parto Humanizado, o trabalho da Doula, e sobre a importância do Plano de Parto. Explico também sobre os métodos internacionais do Parto Gentil, Parto Ativo e Hipnoparto. Faço uma comparação entre o parto normal e o parto humanizado, esclarecendo as possíveis intervenções no parto e os mitos do parto normal (como cordão enrolado, falta de dilatação, bebê grande, etc). Explico sobre a fisiologia do parto, ou seja, o que acontece no nosso útero no trabalho de parto e os hormônios que estão em ação. Falamos sobre o medo da dor, e como esse medo influencia no trabalho de parto, e também oriento sobre as fases do trabalho de parto e métodos de alívio da dor. Nessa preparação também temos uma sessão com o pai (ou acompanhante) para esclarecer as dúvidas do mesmo, e orientar sobre posições de parto, massagens e técnicas para tranquilizar a parturiente.
Durante as sessões eu ensino as técnicas de respiração, relaxamento e visualização do Hipnoparto, com o objetivo de aliviar as dores do parto. Essas técnicas, principalmente a respiração, ajudam a parturiente à ‘desfocar da dor’, e dessa forma ela também se mantém relaxada, o que lhe auxiliará na descida do bebê e em um parto mais rápido e tranquilo.

No decorrer de todo esse processo me reuni com mais algumas mães de Franca que passaram por experiências parecidas e montamos o grupo PREMAF (Parto com Respeito e Maternidade Ativa Franca), este grupo está no Facebook e conta atualmente com mais de 480 membros (mães, gestantes e profissionais). O objetivo do PREMAF inicialmente era promover ações de conscientização da sociedade sobre os benefícios do parto natural e lutar para que os hospitais daqui ofereçam uma estrutura de parto humanizado, porém após vários encontros e eventos nosso grupo se fortaleceu e hoje temos vários projetos diferenciados envolvendo atividades com as mães e as crianças, incluindo a proposta de iniciar um co-working de mães em nossa cidade. Em Março de 2017 conseguimos a aprovação da Lei da Doula, votada por unanimidade pelos vereadores, e essa lei obriga todos os hospitais da cidade à autorizarem a entrada da Doula para acompanhar a gestante, juntamente com o acompanhante (a entrada do acompanhante já é garantida por lei desde 2005). Essa foi uma grande vitória para o nosso grupo, que já fazia campanhas há 3 anos.

Por 2 anos ministrei o curso sobre Humanização do Parto na Unifran e fiquei muito feliz com o feedback dos alunos. Devido a esse constante contato com alunos, gestantes e pesquisas feitas na área, sinto que meu trabalho vem crescendo e se aperfeiçoando cada dia mais. Em 2015 criei a página Mamãe Natural no Facebook: onde falo sobre parto humanizado, maternidade e infância. Em 2016 iniciei as Rodas: Roda Gestar, de preparação para o parto (para gestantes e acompanhantes) e a Roda Mamãe-Bebê, de suporte à amamentação e pós-parto.

Fazia 12 anos que eu trabalhava em projetos sociais, e em 2014 senti que era o momento de mudar meu rumo profissional pois me encontrei tão envolvida com a questão da humanização do parto.  Quando passamos pela experiência prática, nossa visão e atitude sobre determinado assunto muda completamente. Porque temos o que chamam em inglês de ‘insider’s view’ -  uma visão de dentro, o ‘viver na pele’ mesmo, que nesse caso significa: parir uma criança, e acima de tudo, se preparar para aquele momento, pois como Frederick Leboyer (um precursor da humanização do parto) diz,
“O nascimento pode ser questão de um momento, mas é um momento único”.

Adelita Monteiro
Psicóloga, Doula e Educadora Perinatal